Esta era uma frase que, volta não volta, se ouvia na escola primária. E eu, que nem era assim tão calma mas devia ter uma cunha com o poderoso, nunca parti nenhum osso, cabeça incluída. Tão ingénua e sem experiência na matéria que achava que "partir a cabeça" era ficar sem ela, ou seja, sinónimo de "decapitar".
Não imaginam o pequeno nó que se formava na minha cabecinha quando ouvia esta frase de algum colega, ou pior: "Eu já parti a cabeça duas vezes!" e eu a olhar atentamente para o pescoço deles e a pensar, por não ver qualquer cicatriz: "Curioso... E não se nota nada..."
...tudo é visto de maneira diferente! A magia é real, a realidade é magia. Tudo é novidade e se descobre com entusiasmo.
Tuesday, March 20, 2007
Monday, March 19, 2007
O meu pai!
Quando viémos para Portugal o meu pai ainda ficou em Angola.
Vinha visitar-nos nas férias e eu achava que ele era o maior!! O meu pai era o melhor, estava sempre bem-disposto, nunca me batia nem se zangava e brincava muito comigo.
Eu ficava maluca quando o meu pai estava para chegar!! Vibrava com a ida ao aeroporto para o irmos buscar! Aquele aeroporto da Portela antigo, com um chão laranja com bolinhas em relevo (como a tiloleira que os meus pais, 20 anos depois, puseram no quintal da casa), com umas janelas de vidro onde se podia espreitar os recém-chegados a tirarem as suas malas dos tapetes rolantes e com muitas colunas entre as quais podia correr e esconder-me dos meus irmãos enquanto esperávamos a chegada do papá. Era um momento fantástico!
Sempre se disse que as meninas são dos pais e eu, por estar afastada dele, acho que era mais ainda! Uma vez fomos de férias a Luanda, ter com ele. Eu tinha uns 8 anos. Sempre adorei calor e achei aquela terra fantástica! Chovia a potes e eu tinha um vestido de alças: era magia! E o meu pai sentou-se numa cadeira a ver as estrelas, pôs-me ao colo e disse-me que olhava para as estrelas quando tinha saudades nossas (tal como o Mufasa disse ao Simba!!, no Rei Leão). O meu pai era mesmo o máximo!
Quando o meu pai veio para Portugal houve coisas que esmoreceram, claro! Ele começou a zangar-se, bateu algumas vezes mas continuou a ser o máximo. Sabia TUDO o que nós lhe perguntássemos, arranjava qualquer coisa e, às vezes, quando víamos televisão ele, mesmo de costas, percebia o que os senhores diziam, sem ler as legendas nem nada!! Fazia-nos tostas mistas ao pequeno almoço de domingo e levava-nos a passear a sítios fixes nos domingos de sol.
Quando poupei dinheiro para o meu rádio, foi ele que me levou a comprá-lo e me ajudou a escolher (ainda tenho esse rádio!). Ofereceu-me a minha primeira aparelhagem e deu-me dinheiro no Natal com o qual abri a minha primeira conta no banco.
E no dia do pai não me esqueço dele... Um feliz dia para ti, papá!
Vinha visitar-nos nas férias e eu achava que ele era o maior!! O meu pai era o melhor, estava sempre bem-disposto, nunca me batia nem se zangava e brincava muito comigo.
Eu ficava maluca quando o meu pai estava para chegar!! Vibrava com a ida ao aeroporto para o irmos buscar! Aquele aeroporto da Portela antigo, com um chão laranja com bolinhas em relevo (como a tiloleira que os meus pais, 20 anos depois, puseram no quintal da casa), com umas janelas de vidro onde se podia espreitar os recém-chegados a tirarem as suas malas dos tapetes rolantes e com muitas colunas entre as quais podia correr e esconder-me dos meus irmãos enquanto esperávamos a chegada do papá. Era um momento fantástico!
Sempre se disse que as meninas são dos pais e eu, por estar afastada dele, acho que era mais ainda! Uma vez fomos de férias a Luanda, ter com ele. Eu tinha uns 8 anos. Sempre adorei calor e achei aquela terra fantástica! Chovia a potes e eu tinha um vestido de alças: era magia! E o meu pai sentou-se numa cadeira a ver as estrelas, pôs-me ao colo e disse-me que olhava para as estrelas quando tinha saudades nossas (tal como o Mufasa disse ao Simba!!, no Rei Leão). O meu pai era mesmo o máximo!
Quando o meu pai veio para Portugal houve coisas que esmoreceram, claro! Ele começou a zangar-se, bateu algumas vezes mas continuou a ser o máximo. Sabia TUDO o que nós lhe perguntássemos, arranjava qualquer coisa e, às vezes, quando víamos televisão ele, mesmo de costas, percebia o que os senhores diziam, sem ler as legendas nem nada!! Fazia-nos tostas mistas ao pequeno almoço de domingo e levava-nos a passear a sítios fixes nos domingos de sol.
Quando poupei dinheiro para o meu rádio, foi ele que me levou a comprá-lo e me ajudou a escolher (ainda tenho esse rádio!). Ofereceu-me a minha primeira aparelhagem e deu-me dinheiro no Natal com o qual abri a minha primeira conta no banco.
E no dia do pai não me esqueço dele... Um feliz dia para ti, papá!
Thursday, March 15, 2007
Quando eu era criança...
... pensava cenas estranhíssimas. Só de me lembrar disso faz-me rir sozinha várias vezes.
Também é o facto de ainda me lembrar de todas essas tolices que me faz entender e empatizar tanto com as crianças e a forma como vêem o mundo.
É também por essas recordações que vou começar este blog...
Também é o facto de ainda me lembrar de todas essas tolices que me faz entender e empatizar tanto com as crianças e a forma como vêem o mundo.
É também por essas recordações que vou começar este blog...
Subscribe to:
Posts (Atom)