Sempre fui pastelona.
Daquelas pastelonas mesmo pastelonas... Que demoram tempos infinitos para comer um pedacinho e que levam qualquer professora à loucura de tanto tempo que conseguem demorar.
Felizmente n'«A minha Escola» nem a minha professora Tina nem mais ninguém se deixava afectar muito com isso e deixavam-me (a mim e a outra colega com os mesmos hábitos pastelosos) no refeitório o tempo que fosse preciso até que tudo fosse comido. E nós lá ficávamos, na conversa, talheres pousados, pernas esticadas ao longo dos bancos compridos, cada uma de um lado de uma grande mesa, distraídas e nada preocupadas com comer.
O que me irritava nesta história acontecia mais em casa (na minha ou na de familiares). Era quando me diziam:
- "Ainda não comeste nada!"
Essa é que me afectava! NADA? Nada não! Mas então não me tinham visto já levar garfadas à boca? Viram. Claro que viram! Então que pergunta é essa? Já comi alguma coisa. CLARO que já comi alguma coisa!! Não comi tudo. Não comi muito. Mas comi alguma coisa. Já comi, já!
Ficava mesmo muito ofendida com essa do "Ainda não comeste nada!"... Ficava, ficava...
Nunca o disse a nenhum miúdo com que tenha trabalhado...
...tudo é visto de maneira diferente! A magia é real, a realidade é magia. Tudo é novidade e se descobre com entusiasmo.
Wednesday, May 30, 2007
Wednesday, May 16, 2007
Aprender a conduzir
Sabes que os eléctricos conduzem-se com um pau e uma rodinha?
Os electriquistas é que sabem.
Os electriquistas é que sabem.
Generalizações...
Com 2 aninhos G aprende que os condutores de táxis são "taxistas".
Espertalhão, começou a perguntar como se chamavam os outros. O senhor do camião é um camionista.
E quando uma carrinha se cruzou à nossa frente, o piolho exclama:
- Aquele carrinhista vai rápido.
Espertalhão, começou a perguntar como se chamavam os outros. O senhor do camião é um camionista.
E quando uma carrinha se cruzou à nossa frente, o piolho exclama:
- Aquele carrinhista vai rápido.
Monday, May 14, 2007
Morte da bezerra
Quando eu era pequena, muitas vezes me diziam os adultos da altura que eu estava a pensar na morte da bezerra.
Recordo tão bem o que sentia:
- Morte? Porque haveria de estar a pensar em morte? Bezerra, quem é essa? Que nome feio!!! Quem é essa bezerra que tem um nome tão feio? Porque haveria eu de estar a pensar nela?!?
Só percebi em adulta...
Recordo tão bem o que sentia:
- Morte? Porque haveria de estar a pensar em morte? Bezerra, quem é essa? Que nome feio!!! Quem é essa bezerra que tem um nome tão feio? Porque haveria eu de estar a pensar nela?!?
Só percebi em adulta...
Thursday, April 26, 2007
Crianças de há 50 anos...
Conta a avó A, já octogenária, que ìa com o filho F, hoje um cinquentão e vêem um homem de grandes barbas. Pergunta logo a criança em voz alta:
- Ó mãe, o que tem o homem na boca? Palhas ou ervas?
- Ó mãe, o que tem o homem na boca? Palhas ou ervas?
Tuesday, April 24, 2007
Anos e crescimento
À mesa, ao jantar, o papá argumenta:
- Vê lá se comes para ficares crescido!
G responde-lhe, sabedor:
- Não é a comer! Quando fazemos anos é que ficamos crescidos. Os que têm mais anos é que são mais crescidos.
Falou... E disse!
- Vê lá se comes para ficares crescido!
G responde-lhe, sabedor:
- Não é a comer! Quando fazemos anos é que ficamos crescidos. Os que têm mais anos é que são mais crescidos.
Falou... E disse!
Thursday, April 19, 2007
A piriricas tem medo de pés.
É mesmo isso, embora pareça estranho...
A D, de 15 mesinhos, encolhe-se toda se lhe aproximarmos os nossos pés.
Descalços ou com meias, ela não lhes acha piadinha nenhuma. Repele-os, encolhe-se e afasta-se se puder.
Os pirralhos têm coisas estranhas...
A D, de 15 mesinhos, encolhe-se toda se lhe aproximarmos os nossos pés.
Descalços ou com meias, ela não lhes acha piadinha nenhuma. Repele-os, encolhe-se e afasta-se se puder.
Os pirralhos têm coisas estranhas...
Wednesday, April 18, 2007
Updates
A D já responde quando dizemos "um, dois...": "Tê"
O G já sabe fazer desenhos no computador e no palm e está entusiasmadíssimo com a ligação da Internet lá em casa.
A D agora é o nosso "transportador" oficial. Não se pode deixar nada ao seu alcance. Ela leva as coisas do quarto para a sala, da cozinha para a casa de banho e por aí em diante (fazendo todas as combinações possíveis).
O G já sabe fazer desenhos no computador e no palm e está entusiasmadíssimo com a ligação da Internet lá em casa.
A D agora é o nosso "transportador" oficial. Não se pode deixar nada ao seu alcance. Ela leva as coisas do quarto para a sala, da cozinha para a casa de banho e por aí em diante (fazendo todas as combinações possíveis).
Jogos de Futebol
G ouve comentarmos o facto do jogo estar zero a zero e explica:
- Sabes, mamã, como é um jogo de futebol?
- Como é?
- É assim: está zero a zero. Depois vem o preto, marca um golo e ganhamos. E o jogo acaba.
- Sabes, mamã, como é um jogo de futebol?
- Como é?
- É assim: está zero a zero. Depois vem o preto, marca um golo e ganhamos. E o jogo acaba.
Friday, April 13, 2007
A magia da regeneração
Percebi recentemente porque é tão importante para o G pôr uma curita no dói-dói.
Achava eu (com a minha ingenuidade idiota de adulta, que não deixo de ser) que isso se devia ao facto de lhe ter comprado umas curitas com o Winnie e seus amigos. Se tivesse pensado até concluiria que eu comprei as tais curitas por ter notado como ele gostava de tapar todos os dói-dóis e não o contrário.
Ele explicou-me o que acontece. Disse-me:
- Mamã, o penso pode sujar-se, não é?
Pensei que era sujar-se enquanto ele brincava, por fora. Disse-lhe que sim. E ele continuou:
- Porque assim tira a ferida. Suja-se e a ferida sai. No outro dia, a Elsa pôs detadine na minha ferida. O detadine também tira as feridas mas pica um bocadinho.
Achava eu (com a minha ingenuidade idiota de adulta, que não deixo de ser) que isso se devia ao facto de lhe ter comprado umas curitas com o Winnie e seus amigos. Se tivesse pensado até concluiria que eu comprei as tais curitas por ter notado como ele gostava de tapar todos os dói-dóis e não o contrário.
Ele explicou-me o que acontece. Disse-me:
- Mamã, o penso pode sujar-se, não é?
Pensei que era sujar-se enquanto ele brincava, por fora. Disse-lhe que sim. E ele continuou:
- Porque assim tira a ferida. Suja-se e a ferida sai. No outro dia, a Elsa pôs detadine na minha ferida. O detadine também tira as feridas mas pica um bocadinho.
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