Num destes dias, depois de voltarmos da praia, lá fomos nós para mais uma banhoquita!!
Pijamas para cá, cuecas para lá, liga esquentador, tempera a água... Enquanto a mamã se entretém, os putos na casa de banho a despirem-se e a chatearem-se (quem senta no banquinho, quem toma banho primeiro, quem isto, quem aquilo...).
A certa altura ouço o G:
- Senta! Senta... cão.
Ouvi aquilo através do filtro de "adulta", talvez do de "mulher" ou de "animal racional" e comecei a preparar-me para o sermão do não-trates-assim-a-tua-irmã-blá-blá-blá... Algo me fez esperar... e ainda bem!!!
Logo a seguir a D começa a ladrar!!!!
Enquanto a secava depois do banho ela confessou-me:
- "Mamã, eu sou o cão, poijé?"
Muitas vezes os nossos preconceitos impedem-nos de ver a vida de outra forma... mais ingénua.
...tudo é visto de maneira diferente! A magia é real, a realidade é magia. Tudo é novidade e se descobre com entusiasmo.
Sunday, August 10, 2008
Monday, July 28, 2008
Mais vale estar quieto!!!
A D quer fazer tudo sozinha!!!
É muito comum deixar cair a chucha, um de nós apanhar e ela começar a chorar. Ou franze o sobrolho e choraminga "Não, sou eu". Quase sempre temos de voltar a pôr a chucha no chão para ser ela a apanhar.
Isto acontece com qualquer coisa que ela deixe cair. E é tão automático nós irmos logo apanhar que acontece muito frequentemente.
Colombo, 5.ª feira à noite, já na hora da birra iminente, pelas lojas à procura das últimas coisas para o casamento do tio M...
No meio de uma C&A a D deixa cair ao chão o boneco que ganhou no Mac.
Um senhor, cheio de boa vontade, inclina-se para apanhar o bonequinho da menina.
Ela franziu o sobrolho, apressou-se e apanhou o boneco antes dele.
Mal sabe ele do que se safou... Afastou-se...
A D veio ter connosco, ainda de sobrolho franzido e a resmungar entredentes: "Não é, não é o senhô... apanha..."
É muito comum deixar cair a chucha, um de nós apanhar e ela começar a chorar. Ou franze o sobrolho e choraminga "Não, sou eu". Quase sempre temos de voltar a pôr a chucha no chão para ser ela a apanhar.
Isto acontece com qualquer coisa que ela deixe cair. E é tão automático nós irmos logo apanhar que acontece muito frequentemente.
Colombo, 5.ª feira à noite, já na hora da birra iminente, pelas lojas à procura das últimas coisas para o casamento do tio M...
No meio de uma C&A a D deixa cair ao chão o boneco que ganhou no Mac.
Um senhor, cheio de boa vontade, inclina-se para apanhar o bonequinho da menina.
Ela franziu o sobrolho, apressou-se e apanhou o boneco antes dele.
Mal sabe ele do que se safou... Afastou-se...
A D veio ter connosco, ainda de sobrolho franzido e a resmungar entredentes: "Não é, não é o senhô... apanha..."
Thursday, July 17, 2008
Sentido figurado II
Nem nos apercebemos da quantidade de vezes que falamos em sentido figurado!!!
Até termos filhos, claro!
Ontem a D, para variar, e agora com o calor ainda é pior, quis lavar as mãos.
E adora ficar com as mãozinhas debaixo de água eternamente... E a mamã reclamou:
- D, esfrega as mãos. Não fiques com a água assim a correr.
Ela franziu o sobrolho, esfregou as mãos, acabou de as lavar e saímos da casa-de-banho com ela a resmungar entre dentes:
- Não tá a correr, tá parada. A água...
Até termos filhos, claro!
Ontem a D, para variar, e agora com o calor ainda é pior, quis lavar as mãos.
E adora ficar com as mãozinhas debaixo de água eternamente... E a mamã reclamou:
- D, esfrega as mãos. Não fiques com a água assim a correr.
Ela franziu o sobrolho, esfregou as mãos, acabou de as lavar e saímos da casa-de-banho com ela a resmungar entre dentes:
- Não tá a correr, tá parada. A água...
Friday, June 6, 2008
Quando menos se espera...
A D anda a fazer o treino do bacio.
Eu não os chateio com isso antes dos 2 anos mas ela começou a pedir para se sentar no bacio ainda não os tinha e eu sentava-a, claro!
Entretanto a educadora também topou e a D começou a levar "uecas" para o infantário e só põe a fralda à tarde, depois da sesta (que é quando faz o cocó).
Quando me lembro tiro-lhe a fralda ao chegar a casa mas ela normalmente até pede primeiro. Faz bastantes xixis no bacio e tem-se portado bem.
Hoje chegámos, sozinha com eles, pu-los logo no banho e fui fazer o jantar. Liguei o computador para o G jogar uns joguinhos e pus o messenger para ver se o papá aparecia (foi a Dusseldorf...).
Enquanto "falava" com uma amiga, a D foi buscar o bacio, ajudei-a a tirar a fralda e andou com as calças em baixo durante algum tempo. A certa altura, diz o G, calmamente:
- "A D já fez um cocó."
UAU, crescida! O primeiro cocó no bacio! Quando ninguém estava à espera...
Eu não os chateio com isso antes dos 2 anos mas ela começou a pedir para se sentar no bacio ainda não os tinha e eu sentava-a, claro!
Entretanto a educadora também topou e a D começou a levar "uecas" para o infantário e só põe a fralda à tarde, depois da sesta (que é quando faz o cocó).
Quando me lembro tiro-lhe a fralda ao chegar a casa mas ela normalmente até pede primeiro. Faz bastantes xixis no bacio e tem-se portado bem.
Hoje chegámos, sozinha com eles, pu-los logo no banho e fui fazer o jantar. Liguei o computador para o G jogar uns joguinhos e pus o messenger para ver se o papá aparecia (foi a Dusseldorf...).
Enquanto "falava" com uma amiga, a D foi buscar o bacio, ajudei-a a tirar a fralda e andou com as calças em baixo durante algum tempo. A certa altura, diz o G, calmamente:
- "A D já fez um cocó."
UAU, crescida! O primeiro cocó no bacio! Quando ninguém estava à espera...
O carro novo
No dia 20 de Abril parti a embraiagem do nosso Joka III...Os olhos do G brilhavam ao olhar para o reboque a elevar o nosso carro e chegou a confessar-me:
- "Mamã, nunca tinha visto um reboque assim ao pé."
A D achou aquilo muito estranho e expliquei-lhe que o senhor tinha de levar o nosso carro porque ele tinha um dói-dói.
Até anteontem andámos com carros emprestados e sempre que se falava no nosso, a D dizia entristada "o nosso carro tem dói-dói".
Dia 4 o papá foi buscar o nosso carro novo. Era igual ao do avô B... E ao da avó I (este que até foi connosco de férias este último verão...).
- "O carro do «avu» não tem televisão."
Já a D está encantada com o tecto panorâmico (que o do avô também tem). Hoje mal entrou no carro de manhã (para andar 5 minutos até ao infantário), esperou que eu me sentasse e disse:
- "Mamã, não ligaste o botão. Abe o teto!"
O Joka IV reina. Mas reina com muito estilo!
P.S. Já eu fico encantada com o facto de ter 3 lugares atrás: 3 cadeirinhas cabem bem ou poder dar boleia ao meu mano ou ao tio P tão facilmente...
Wednesday, May 28, 2008
É tudo relativo...
Hoje de manhã no carro, a D:
- E eu vaio sê gande.
Diz o G:
- Eu também vou ser grande.
- Não, tu não. Tu ÉS gande!
Afinal uma pirralha de 2 anos também atinge a teoria da relatividade...
- E eu vaio sê gande.
Diz o G:
- Eu também vou ser grande.
- Não, tu não. Tu ÉS gande!
Afinal uma pirralha de 2 anos também atinge a teoria da relatividade...
Friday, May 23, 2008
Artes de adivinhação
Às vezes os pais têm de ser adivinhos nestas coisas dos miúdos...
O G, bebézinho ainda, não bebia no biberão. Não percebíamos porquê, o puto era comilão como tudo, mamava super-bem mas não queria o biberão. Até o pai perceber que ele o aceitava depois de passado algum tempo. Ou seja, leite frio!! Frio mesmo, até no inverno era só juntar água e agitar (embora fosse muito difícil dissolver o pó em água fria).
A última foi a D chorar baba e ranho durante o banho, que sempre adorou (como já disse noutro post). Coincidiu com a altura em que comecei a dar-lhes banho só com o chuveiro mas ela nunca teve problemas com o chuveiro. Ainda devemos ter passado umas 3 semaninhas com banhos sonoros e super-rápidos até eu descobrir que ela achava a água muito quente! Já o mano gosta de tomar banho com água tépida, mas ele nunca gostou do chuveiro de qualquer forma.
Agora é vê-la feliz da vida a molhar as mãozinhas debaixo do chuveiro e cheia de cócegas quando a molho (tenho de pôr a mão em frente do chuveiro para a água não lhe fazer cócegas!). E continua amicíssima do chuveiro: "Agora é a D." e depois põe a água na cara porque os bracinhos pequeninos não chegam para molhar a cabeça por cima...
O G, bebézinho ainda, não bebia no biberão. Não percebíamos porquê, o puto era comilão como tudo, mamava super-bem mas não queria o biberão. Até o pai perceber que ele o aceitava depois de passado algum tempo. Ou seja, leite frio!! Frio mesmo, até no inverno era só juntar água e agitar (embora fosse muito difícil dissolver o pó em água fria).
A última foi a D chorar baba e ranho durante o banho, que sempre adorou (como já disse noutro post). Coincidiu com a altura em que comecei a dar-lhes banho só com o chuveiro mas ela nunca teve problemas com o chuveiro. Ainda devemos ter passado umas 3 semaninhas com banhos sonoros e super-rápidos até eu descobrir que ela achava a água muito quente! Já o mano gosta de tomar banho com água tépida, mas ele nunca gostou do chuveiro de qualquer forma.
Agora é vê-la feliz da vida a molhar as mãozinhas debaixo do chuveiro e cheia de cócegas quando a molho (tenho de pôr a mão em frente do chuveiro para a água não lhe fazer cócegas!). E continua amicíssima do chuveiro: "Agora é a D." e depois põe a água na cara porque os bracinhos pequeninos não chegam para molhar a cabeça por cima...
Tuesday, May 20, 2008
O Sapo Cocas
O G começou a falar muito cedo e eu aproveitava para lhe ensinar tudo. Ele era assim tipo "pacagaio" (erro que manteve até há pouco tempo, já com 5 anos).
Temos em casa um pequeno peluche do Sapo Cocas e, um dia de manhã, antes de sair para o infantário, mostrei-lhe o sapo e ensinei-lhe o nome dele: "Sapo Cocas". Ele até já o via na televisão, na Rua Sésamo.
À tarde quando voltámos a casa, ainda antes de eu ter pensado em qualquer coisa, ele pergunta:
- O Sapo Quecas?
Temos em casa um pequeno peluche do Sapo Cocas e, um dia de manhã, antes de sair para o infantário, mostrei-lhe o sapo e ensinei-lhe o nome dele: "Sapo Cocas". Ele até já o via na televisão, na Rua Sésamo.
À tarde quando voltámos a casa, ainda antes de eu ter pensado em qualquer coisa, ele pergunta:
- O Sapo Quecas?
Thursday, May 8, 2008
Levada da breca!!!
Na segunda ao final da tarde, calminhos da vida, os 2 pirralhitos e eu, em casa...
Estava eu na cozinha a fazer o jantar quando o G vem ter comigo a dizer que a D lhe tinha batido.
Disse-lhe que se resolvesse com ela e não pensei mais nisso. A piolha, requintadamente malvada, topou a técnica "mariquinhas" do irmão (de ir dizer à mamã) e mal ele chegou novamente à sala, ouvi-o:
- Ai, não me batas!- daquela forma pausada e marcada que ele aperfeiçoou graças às investidas do pai em seu auxílio.
Arranjei uma desculpa para ir até lá e apanhei-a a bater-lhe e a fugir. Ele, mariquinhas, nada!
Sentei-me ao pé dele e chamei-a. Ela, com um brinquedo na mão, vem ter comigo e dá com o brinquedo na cara do irmão! Zanguei-me com ela, dei-lhe uma palmada bastante forte (com menos já chorou) mas ela aguentou-se... Dei-lhe o raspanete e exigi-lhe um pedido de desculpas ao mano. Ela pensou por um instante e respondeu-me:
- Eu não sabo!
Eu disse-lhe: "Sabes, sim, é só dizer 'desculpa, mano'!" Ela disse-me logo que não.
Fui pôr a mesa e adverti-a que não viria para a mesa sem ter pedido desculpa ao mano. Ela ignorou. Quando trouxe a comida ela viu que era ervilhas com ovos escalfados (que ela adora!!)
E dizia: - "Ovo?", ao que eu respondia: "Já pediste desculpa ao mano?". E ela afastava-se da mesa como quem não quer nada.
Passado um pouco vem ter comigo de novo:
- Salsicha?
- Sim, - digo eu - mas tens de pedir desculpa ao mano.
- Não. - diz ela de imediato.
- Achas bonito o que fizeste ao mano?
- Sim.
- Não pedes desculpa aos meninos no infantário?
- Eles não tão chuá. - a argumentação da formiguinha!!!!
- E gostas que te batam?
- Sim.
- Então se não pedes desculpa ao mano, vais lá e ele bate-te, pode ser?
Ela começa a andar em direccção ao irmão e, a meio do caminho, lança um "Cupa!" e volta para ao pé de mim muito depressa. Não sei como não me desmanchei a rir mas serviu-me de aviso...
Esta miúda vai ser o cabo dos trabalhos!!!! Não é o anjinho que é o irmão...
Estava eu na cozinha a fazer o jantar quando o G vem ter comigo a dizer que a D lhe tinha batido.
Disse-lhe que se resolvesse com ela e não pensei mais nisso. A piolha, requintadamente malvada, topou a técnica "mariquinhas" do irmão (de ir dizer à mamã) e mal ele chegou novamente à sala, ouvi-o:
- Ai, não me batas!- daquela forma pausada e marcada que ele aperfeiçoou graças às investidas do pai em seu auxílio.
Arranjei uma desculpa para ir até lá e apanhei-a a bater-lhe e a fugir. Ele, mariquinhas, nada!
Sentei-me ao pé dele e chamei-a. Ela, com um brinquedo na mão, vem ter comigo e dá com o brinquedo na cara do irmão! Zanguei-me com ela, dei-lhe uma palmada bastante forte (com menos já chorou) mas ela aguentou-se... Dei-lhe o raspanete e exigi-lhe um pedido de desculpas ao mano. Ela pensou por um instante e respondeu-me:
- Eu não sabo!
Eu disse-lhe: "Sabes, sim, é só dizer 'desculpa, mano'!" Ela disse-me logo que não.
Fui pôr a mesa e adverti-a que não viria para a mesa sem ter pedido desculpa ao mano. Ela ignorou. Quando trouxe a comida ela viu que era ervilhas com ovos escalfados (que ela adora!!)
E dizia: - "Ovo?", ao que eu respondia: "Já pediste desculpa ao mano?". E ela afastava-se da mesa como quem não quer nada.
Passado um pouco vem ter comigo de novo:
- Salsicha?
- Sim, - digo eu - mas tens de pedir desculpa ao mano.
- Não. - diz ela de imediato.
- Achas bonito o que fizeste ao mano?
- Sim.
- Não pedes desculpa aos meninos no infantário?
- Eles não tão chuá. - a argumentação da formiguinha!!!!
- E gostas que te batam?
- Sim.
- Então se não pedes desculpa ao mano, vais lá e ele bate-te, pode ser?
Ela começa a andar em direccção ao irmão e, a meio do caminho, lança um "Cupa!" e volta para ao pé de mim muito depressa. Não sei como não me desmanchei a rir mas serviu-me de aviso...
Esta miúda vai ser o cabo dos trabalhos!!!! Não é o anjinho que é o irmão...
Friday, April 11, 2008
O maridão faz anos amanhã...
E hoje a história é sobre ele.
Ele conta que, quando era pequeno, morava num prédio enorme com um elevador.
Ele andava todos os dias de elevador e para ele era tudo muito simples:
As pessoas metem-se dentro do elevador, fecham a porta e... o prédio move-se para baixo até o piso que escolhemos ficar ao nível do elevador (que ficou parado). E quando queremos sair do prédio, este move-se para cima de novo.
Tudo funcionava bem nesta pequena cabecinha até um dia... em que foi morar para um prédio com DOIS elevadores!!!!
Se ele conhecesse o Fernando Pessa diria: E esta, hein?
Ele conta que, quando era pequeno, morava num prédio enorme com um elevador.
Ele andava todos os dias de elevador e para ele era tudo muito simples:
As pessoas metem-se dentro do elevador, fecham a porta e... o prédio move-se para baixo até o piso que escolhemos ficar ao nível do elevador (que ficou parado). E quando queremos sair do prédio, este move-se para cima de novo.
Tudo funcionava bem nesta pequena cabecinha até um dia... em que foi morar para um prédio com DOIS elevadores!!!!
Se ele conhecesse o Fernando Pessa diria: E esta, hein?
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