Na aula de Biodanza para famílias pediram aos pais que apresentassem o filho dizendo o seu nome e mais qualquer coisa que o distinguisse. Houve um pai que disse:
O puto quis ver o início do filme do Harry Potter 4, pedaço que tinha perdido quando deu na TV na tarde de domingo. Perguntaram-me se o que tínhamos era em português. Respondi que não. A D justificou a pergunta:
- "Sabes, mãe? Ver um filme em inglês é como ler um livro mas só ver as imagens."
Enquanto víamos o filme do Inspector Gadget reparámos numa "máquina que fazia senhoras" (como lhe chamou o G). O pai disse logo que isso era uma coisa muito jeitosa e começámos a gozar:
- «Podíamos ter uma para fazer a comida.» - «Outra para limpar a casa.» Etc. Etc.
Diz a D como quem não quer nada:
- «Olha, se essa máquina fizer meninos, eu quero um.» - «Para quê?» - «Para ser meu namorado, claro. E se ele me disser "Casas comigo?" eu digo logo que sim!»
Estávamos a falar de nomes de cães. Eu disse que todos os cães do meu tio eram "Kurika" até que, quando mudou, arranjou um cachorrinho lindo e chamou-lhe "Khadafi". Começámos a parvejar sobre outros nomes:
- «Savimbi.» - «Saddam.» - «Salazar.»
Até que eu disse:
- «Olha, são todas com "Sa".» - E diz o G: - «E com "v".» - «V?» - «Sim, Savam.»